Quebra-pedra
Nome científico: Phyllanthus niruri L.
Sinônimos: Diasperus niruri (L.) Kuntze, Niruris annua Raf., Nymphanthus niruri (L.) Lour., Phyllanthus lathyroides Britton & Wilson, Phyllanthus niruri var. genuinus Müll.Arg, Phyllanthus nirurui L.
Família botânica: Phyllanthaceae

Autora da imagem: Maria Carolina Anholeti

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Constituintes químicos
Possui taninos hidrolisáveis, lignanas e alcalóides pirrolizidínicos. [1]
Quanto as lignanas, possui filantina (um diaril butano, constituinte principal, 0,5%) e hipofilantina (ariltetrahidronaftaleno, até 0,2%) como constituintes principais. Possui ainda nirfilina (lignana), filnirurina (uma neolignana), taninos hidrolisáveis, como filantusina D, amariina, amarulona e ácido amarínico e alcaloides como ent-norsecurinina, sobubbialina e epibubbialina. [2]
Partes utilizadas
Partes aéreas. [3]
Contraindicações
Contraindicado na eliminação de cálculos grandes. Não utilizar na gravidez. [3]
O uso deve ser cuidadoso durante a gravidez devido às ações purgativa e abortiva em altas doses. [4]
Eventos adversos
Em concentrações acima da recomendada, pode ocasionar diarreia e hipotensão (pressão baixa). [3]
É considerado tóxico em altas doses devido a presença dos alcalóides pirrolizidínicos. [1]
Pode haver risco de hemorragia. [5]
Uso tradicional
Usada para pedra nos rins e como diurético. [6]
Ação farmacológica
Utilizado em casos de litíase renal, para auxiliar na eliminação de cálculos renais pequenos. [3]
Auxiliar nas cistites. [7]
Possui ação inibitória da replicação do vírus HIV, anti-alodínica e anti-endematogênica, inibição de lesão gástrica e inflamação, além de possuir ação antitumoral e anticarcinogênica. [1]
Sua ação hepatoprotetora é devido às lignanas. O medicamento exibe ações antivirais na hepatite B. Também é usado como hipoglicêmico, diurético e hipotensivo. [2]
Auxiliar no tratamento de retenção hídrica. [8]
Além de ter ação diurética, também possui ações antibacteriana, analgésica, relaxante dos ureteres, antiinflamatória. Aumenta a filtração glomerular e a eliminação de ácido úrico. [4]
POTENCIAIS INTERAÇÕES COM MEDICAMENTOS
Medicamentos
Diuréticos. [7]
Anticoagulantes. [5]
Medicamentos hipoglicêmicos. [8]
Resultado Farmacológico
Potencializa os efeitos dos diuréticos. [7]
Promove efeito anticoagulante (Inibe agregação plaquetária por via desconhecida), levando a aumento do RNI e risco de hemorragia. [5]
Pode potencializar o efeito de medicamentos hipoglicêmicos. [8]
Atividade sobre o Citocromo P450
Não foram encontradas atividades sobre o Citocromo P450 nas literaturas pesquisadas até o momento.
Referências Bibliográficas
[1] MORAIS, Selene Maia de et al. Plantas medicinais usadas pelos índios Tapebas do Ceará. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 15, n. 2, p. 169-177, 2005.
[2] DANIEL, Mammen. Medicinal plants: chemistry and properties. Science publishers, 2006.
[3] BRASIL. Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. Departamento de Apoio Técnico e Educação Permanente. Comissão Assessora de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Plantas Medicinais e Fitoterápicos. 2019. 4ª edição. 86 p. Disponível em: http://www.crfsp.org.br/images/cartilhas/PlantasMedicinais.pdf. Acesso em 12 out. 2019
[4] BOORHEM, R. L.; LAGE, E. B. Drogas e Extratos Vegetais Utilizados em Fitoterapia. Revista Fitos Vol.4 Nº01 março 2009.
[5] MENDONÇA LEITE, P. Uso de plantas medicinais e sua potencial interferência no controle da anticoagulação oral em cardiopatas atendidos em clínica de anticoagulação de um hospital universitário. 2015. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/BUOS-BB3K4L/1/disserta__o___paula_mendon_a_leite.pdf. Acesso em 18 dez. 2019.
[6] MAGALHÃES, N.O. Fitovigilância de Plantas Medicinais e Fitoterápicos usados por pacientes atendidos em Clínica de Hipertensão de Araraquara. 2012. Disponível em:<https://alsafi.ead.unesp.br/bitstream/handle/11449/119760/magalhaes_no_tcc_arafcf.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 22 ago. 2019.
[7] CARDOSO, C. M. Z.; SILVA, C. P.; YAMAGAMI, K.; LOPES, R. P. et al. Elaboração de uma Cartilha Direcionada aos Profissionais da Área da Saúde, Contendo Informações sobre Interações Medicamentosas envolvendo Fitoterápicos e Alopáticos. Revista Fitos Vol.4 Nº01 março 2009.
[8] ANVISA. Formulário de Fitoterápicos Farmacopeia Brasileira - Primeiro Suplemento, p. 160, 2018. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33832/259456/Suplemento+FFFB.pdf/478d1f83-7a0d-48aa-9815-37dbc6b29f9a. Acesso em 17 out. 2019.

